sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

SNOWBOARDING - F - HALFPIPE


A competição feminina de Halfpipe ingressou no programa olímpico em 1998, em Nagano, Japão. Desde então, tem sido disputada nos Jogos Olímpicos de Inverno. Os Estados Unidos são os maiores medalhistas olímpicos até o momento, tendo chegado 6 vezes ao pódio, em 2 delas para receber a medalha de ouro. Embora não domine a prova feminina com a mesma intensidade da masculina, os EUA não possuem rivais, já que o segundo melhor colocado, a Noruega, soma apenas 2 medalhas, 1 de prata e 1 de bronze. Alemanha e Austrália, campeãs respectivamente em 1998 e 2010, possuem uma medalha de ouro cada um, sendo seguidas por França, 1 de prata, e Suíça, 1 de bronze.  

PAÍSES MEDALHISTAS

ANO
OURO
PRATA
BRONZE
1998
ALE
NOR
EUA
2002
EUA
FRA
SUI
2006
EUA
EUA
NOR
2010
AUS
EUA
EUA

QUADRO DE MEDALHAS

PAÍS
TOTAL
OURO
PRATA
BRONZE
NP
EUA
6
2
2
2
4
Noruega
2
-
1
1
2
Alemanha
1
1
-
-
1
Austrália
1
1
-
-
1
França
1
-
1
-
1
Suíça
1
-
-
1
1
TOTAL
12
4
4
4
4

ATLETAS MEDALHISTAS

Ano
Ouro
Prata
Bronze


A prova possui apenas 16 anos de presença nos Jogos Olímpicos e foi disputada apenas em 4 ocasiões. Porém, já foi tempo suficiente para aparecerem as primeiras competidoras com mais de uma medalha. A norte-americana Hannah Teter, campeã olímpica em 2006 e medalhista de prata em 2010, é quem possui o melhor desempenho dentre todas as competidoras. Sua compatriota Kelly Clark, campeã olímpica em 2002 e medalhista de bronze em 2010, completa a relação de competidoras que chegaram mais de uma vez ao pódio olímpico nesta prova. Porém, Clark conseguiu a proeza num período de 8 anos, demonstrando admirável longevidade. 


REGRAS: Cada árbitro pode dar um máximo de 100 pontos para cada competidor, devendo julgar com precisão desde o começo até o final de corrida. Os árbitros julgam a precisão da corrida em relação às manobras tentadas, ambas individualmente e como uma sequência. A composição geral da corrida é muito importante conforme os árbitros julgam as sequências das manobras, a quantidade de riscos na rotina, e como o competidor utiliza o pipe. Os árbitro devem considerar as quedas, os erros e paradas e podem reduzir até 25% dos pontos da corrida para cada queda ou parada. Os árbitros devem ter um bom conhecimento das manobras para poder avaliar o desempenho dos competidores e finalizar seu resultado. Para a impressão geral, o árbitro deve considerar: a) AMPLITUDE: maior amplitude aumenta o risco da manobra; DIFICULDADE: rotações, combinação das largadas e aterrissagens, rotações do lado de frente e de costas, aterrissagens cegas, combinações e sequências das manobras dentre outros; EXECUÇÃO: o controle deve ser mantido durante toda a corrida, do começo ao fim, com estabilidade e fluidez. As pegadas (grabs) devem ser realizadas na prancha e as execuções dos saltos devem ser efetuadas na parte mais alta do halfpipe. VARIEDADE: Quando o competidor realiza a corrida, a variedade deve ser um fator decisivo, misturando diferentes manobras. USO DO PIPE: Utilizar toda a extensão e competidor deve cruzar a linha de chegada. PROGRESSÃO: A invenção de novas manobras que ajudam na evolução do esporte; PEGAR RISCO: o competidor deve executar manobras difíceis já no início da corrida. COMBINAÇÕES: realizar combinações de manobras difíceis em série ao invés de as separar com manobras fáceis. CONSIDERAÇÃO: os árbitros devem ter clareza quanto à dificuldade ou não de uma manobra e as mesmas são decididas em congressos técnicos.
DEDUÇÕES POR QUEDAS POR ÁRBITRO:
1-10 – Pequenos erros como aterrissagens planas e no deck, deslizes, pequenos toques com as mãos e outras instabilidades
11-20 – erros médios, como parada completa, arrastos com a mão estendida, toques pesados com as mãos, toques leves com o bumbum e revertes.
21-25 – Erros maiores, incluindo pesadas batidas com as nádegas, body checks e completos bails.
A dedução pelos árbitros é realizada a partir da pontuação que teria sido dada com a completa aterrissagem nas manobras. Se o competidor fosse receber 45 pontos por causa de descontrole e recebeu uma penalização de 20 pontos por causa de uma aterrissagem mal realizada, deveria receber 25 pontos pela sua corrida.
LINHA FINAL: Indica o ponto final da largada que será considerado pelos árbitros. Se o competidor realiza uma manobra na linha ou antes dela, a mesma será considerada, incluindo qualquer queda.
DESEMPATE: Empates para os competidores fora de competição serão mantidos como resultados finais e listados com o mesmo ranqueamento já na lista parcial de resultados. Há diferentes formas de desempates conforme o número de corridas, levando-se em conta as notas dos jurados. Corrida simples, duas corridas combinadas, duas corridas finais, empates para se qualificar para finais.
PARADA NO HALFPIPE: Se um competidor terminar parado no halfpipe por mais de 10 segundos, deverá ser avaliado até aquele momento e deverá sair do percurso o mais rápido possível.   
MEDIDAS DO PIPE:

Inclinação de 15 a 20°. Comprimento de 100m a 120m. Largura entre as paredes de 13m a 17m. Altura da parede 3 a 4 m. Transição entre 4 e 6m. Área plana de 5m. 

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

SNOWBOARDING - M - HALFPIPE


A competição masculina de Halfpipe ingressou no programa olímpico em 1998, em Nagano, Japão. Desde então, tem sido disputada nos Jogos Olímpicos de Inverno. Os Estados Unidos são a grande potência da prova e já acumulam um total de 8 medalhas, 3 de ouro, em 12 possíveis. O domínio norte-americano é tão impressionante que, depois de ter conquistado apenas a medalha de bronze em 1998, o país ficou com as 3 medalhas em 2002, com as medalhas de ouro e de prata em 2006 e com as de ouro e bronze em 2010. Em segundo lugar aparece a Finlândia, com apenas 2 medalhas, nenhuma de ouro, seguida pela Suíça, 1 medalha de ouro, e pela Noruega, 1 medalha de prata.  

PAÍSES MEDALHISTAS

ANO
OURO
PRATA
BRONZE
1998
SUI
NOR
EUA
2002
EUA
EUA
EUA
2006
EUA
EUA
FIN
2010
EUA
FIN
EUA

QUADRO DE MEDALHAS

PAÍS
TOTAL
OURO
PRATA
BRONZE
NP
EUA
8
3
2
3
4
Finlândia
2
-
1
1
2
Suíça
1
1
-
-
1
Noruega
1
-
1
-
1
TOTAL
12
4
4
4
4

ATLETAS MEDALHISTAS

Ano
Ouro
Prata
Bronze


Os Estados Unidos dominam a prova de forma intensa, tendo conquistado nada menos do que 8 das 12 medalhas em disputa, incluindo 3 das 4 de ouro. Nada menos do que 3 competidores norte-americanos já conquistaram mais de uma medalha olímpica. O grande destaque é Shaun White, conhecido como o tomate voador, por causa de seus cabelos vermelhos. White possui 2 medalhas de ouro ao ter vencido as disputas de 2006 e 2010. Ross Powers, por sua vez, também chegou 2 vezes ao pódio, somando 1 medalha de ouro, conquistada em 2002, e 1 medalha de bronze, alcançada em 1998. Danny Kass é outro competidor dos EUA que já chegou 2 vezes ao pódio olímpico, ficando com a medalha de prata em 2002 e 2006. 

Ingressou no programa olímpico já em 1998, em Nagano, Japão. REGRAS: Cada árbitro pode dar um máximo de 100 pontos para cada competidor, devendo julgar com precisão desde o começo até o final de corrida. Os árbitros julgam a precisão da corrida em relação às manobras tentadas, ambas individualmente e como uma sequência. A composição geral da corrida é muito importante conforme os árbitros julgam as sequências das manobras, a quantidade de riscos na rotina, e como o competidor utiliza o pipe. Os árbitro devem considerar as quedas, os erros e paradas e podem reduzir até 25% dos pontos da corrida para cada queda ou parada. Os árbitros devem ter um bom conhecimento das manobras para poder avaliar o desempenho dos competidores e finalizar seu resultado. Para a impressão geral, o árbitro deve considerar: AMPLITUDE: maior amplitude aumenta o risco da manobra; DIFICULDADE: rotações, combinação das largadas e aterrissagens, rotações do lado de frente e de costas, aterrissagens cegas, combinações e sequências das manobras dentre outros; EXECUÇÃO: o controle deve ser mantido durante toda a corrida, do começo ao fim, com estabilidade e fluidez. As pegadas (grabs) devem ser realizadas na prancha e as execuções dos saltos devem ser efetuadas na parte mais alta do halfpipe. VARIEDADE: Quando o competidor realiza a corrida, a variedade deve ser um fator decisivo, misturando diferentes manobras. USO DO PIPE: Utilizar toda a extensão e competidor deve cruzar a linha de chegada. PROGRESSÃO: A invenção de novas manobras que ajudam na evolução do esporte; PEGAR RISCO: o competidor deve executar manobras difíceis já no início da corrida. COMBINAÇÕES: realizar combinações de manobras difíceis em série ao invés de as separar com manobras fáceis. CONSIDERAÇÃO: os árbitros devem ter clareza quanto à dificuldade ou não de uma manobra e as mesmas são decididas em congressos técnicos.
DEDUÇÕES POR QUEDAS POR ÁRBITRO:
1-10 – Pequenos erros como aterrissagens planas e no deck, deslizes, pequenos toques com as mãos e outras instabilidades
11-20 – erros médios, como parada completa, arrastos com a mão estendida, toques pesados com as mãos, toques leves com o bumbum e revertes.
21-25 – Erros maiores, incluindo pesadas batidas com as nádegas, body checks e completos bails.
A dedução pelos árbitros é realizada a partir da pontuação que teria sido dada com a completa aterrissagem nas manobras. Se o competidor fosse receber 45 pontos por causa de descontrole e recebeu uma penalização de 20 pontos por causa de uma aterrissagem mal realizada, deveria receber 25 pontos pela sua corrida.
LINHA FINAL: Indica o ponto final da largada que será considerado pelos árbitros. Se o competidor realiza uma manobra na linha ou antes dela, a mesma será considerada, incluindo qualquer queda.
DESEMPATE: Empates para os competidores fora de competição serão mantidos como resultados finais e listados com o mesmo ranqueamento já na lista parcial de resultados. Há diferentes formas de desempates conforme o número de corridas, levando-se em conta as notas dos jurados. Corrida simples, duas corridas combinadas, duas corridas finais, empates para se qualificar para finais.


PARADA NO HALFPIPE: Se um competidor terminar parado no halfpipe por mais de 10 segundos, deverá ser avaliado até aquele momento e deverá sair do percurso o mais rápido possível.   


MEDIDAS DO PIPE:
Inclinação de 15 a 20°. Comprimento de 100m a 120m. Largura entre as paredes de 13m a 17m. Altura da parede 3 a 4 m. Transição entre 4 e 6m. Área plana de 5m.




B – 5m
H – 3 a 4m
T – 4 a 6m
W – 13 a 17m

SNOWBOARDING - HISTÓRICO E GENERALIDADES


DEFINIÇÃO. Snowboarding é um esporte de inverno que envolve descer um monte coberto de neve enquanto se equilibra numa prancha fixada nos pés do competidor, utilizando uma bota especial com uma ligação especial. O desenvolvimento deste esporte foi inspirado no skate, no trenó, no surf e no esqui. Foi desenvolvido nos Estados Unidos nos anos de 1960 e se tornou esporte olímpico em 1998.
ORIGEM. O Snowboarding pode ter se originado quando as pessoas, em torno de 1920, começaram a utilizar tábuas de madeira compensada de barris com rédeas de cavalos para descer colinas. O Snowboarding moderno se iniciou em 1965, quando Sherman Poppen, engenheiro em Michigan, inventou um brinquedo para sua filha juntando dois esquis e prendendo uma corda a uma de suas extremidades para se controlar sobre a prancha enquanto estivesse em pé na mesma e descendo colinas. O brinquedo passou a se chamado de “snurfer”, uma combinação de neve com surfe, e ficou tão popular entre os amigos de sua filha, que Poppen acabou vendendo a ideia a um fabricante que vendeu cerca de 1 milhão de snurfers na década seguinte. Já em 1966 foram vendidos cerca de mais de meio milhão de unidades. No início dos anos de 1970, Poppen organizou competições de snurfing em um resort em Michigan, atraindo pessoas de todo o canto dos EUA. Um dos pioneiros foi o eskatista Tom Sims, que criou um tipo de prancha de snowboard colando carpete no topo da prancha e colocando alumínio voltado para o fundo. Ele também produziu comerciais de snowboarding no meio dos anos 1970. Na mesma época, Dimitrije Milovich construiu um snowboarding chamado “Winterstick”, inspirado pelo design e forma de uma prancha de surfe. Artigos sobre esta invenção em revistas como a Newsweek ajudaram a popularizar o esporte. Em 1977, Jake Burton Carpenter, de Vermont, impressionou a plateia numa competição de snurfing em Michigan com fixadores que ele havia planejado para fixar seu pé na prancha. Os snowboards eram feitos de prancha de madeira que eram flexíveis e tinham ataduras de esqui aquático. Poucas pessoas aderiam ao snowboarding por o preço das pranchas, US$ 38, era considerado muito alto. Em 1979, em Michigan, foi realizada a primeira competição de snurfing oferecendo prêmios em dinheiro. Jake Burton Carpenter apareceu com um snowboard que ele mesmo havia planejado. Após protestos, Jake competiu numa categoria à parte, criada para ele. A disputa em Michigan foi considerada a primeira competição de snowboarding e marcou o início de como se tornou o snowboarding competitivo. Em 1982 foi realizada a primeira corrida nacional de Snowboarding, em Vermont. Em 1983 foi realizado o primeiro campeonato mundial de halfpipe, em Soda Springs, California. Em 1985 foi realizado a primeira Copa do Mundo, em Zürs, Áustria, seguindo seu reconhecimento como esporte oficial. A Federação Internacional de Snowboarding foi fundada em 1990 com o objetivo de fornecer regulamentos universais. Já a Associação de Snowboarding dos Estados Unidos da América fornece as diretrizes para as competições de snowboarding nos EUA atualmente, sendo que os Winter X Games e os Jogos Olímpicos de Inverno, dentre outras competições, são televisionados mundialmente. Muitos resorts alpinos possuem terrenos apropriados para a prática do Snowboarding. Inicialmente havia certa animosidade entre os competidores do esqui alpino e do Snowboarding, já que se pensava que um competidor de snowboarding sem habilidade iria varrer a neve da montanha. Em 1985, somente 7 % das áreas de esqui dos EUA permitiam a prática do snowboarding. Porém, com a evolução do equipamento e das manobras dos praticantes a modalidade passou a ser mais aceita. Em 1990, a maioria das áreas de esqui tinham montanhas separadas para os praticantes do snowboarding. E atualmente praticamente todas as áreas de esqui permitem a prática da modalidade, inclusive com mais da metade delas apresentando saltos, trilhos e halfpipes.

PROVAS OLÍMPICAS. Nos Jogos Olímpicos de Sochi serão disputadas 10 provas no total, 5 para homens e 5 para mulheres. Ambos os gêneros disputarão provas de halfpipe, eslalom paralelo, eslalom gigante paralelo, slopestyle e cross. As provas de Halfpipe ingressaram no programa olímpico em 1998, em Nagano, Japão, assim como as provas de eslalom gigante. Em 2002, em Salt Lake City, EUA, a prova de eslalom gigante foi substituída pela de eslalom gigante paralelo. Em 2006, em Torino, Itália, a prova de snowboard cross ingressou no programa olímpico. Em 2010, em Vancouver, o programa contou com as mesmas provas: halfpipe, cross e eslalom gigante paralelo. Em 2014, em Sochi, Rússia, além das 6 provas no programa, mais duas foram acrescentadas: o eslalom paralelo e o slopestyle para homens e mulheres.