sábado, 2 de fevereiro de 2013

COMBINADO NÓRDICO - M - Individual, 10 km, rampa normal



A prova foi modificada em 2009. Antigamente era disputada com dois saltos na rampa normal e mais 15 km na disputa de esqui de fundo, com os competidores largando conforme pontuação obtida no salto de esqui. Atualmente, os competidores realizam um único salto na rampa normal e depois seguem para a prova de esqui de fundo, na distância de 10 km, sendo que cada ponto de diferença na etapa de salto resulta num atraso de 4 segundos em relação ao próximo competidor. O competidor que cruzar a linha de chegada na frente é o vencedor. Na etapa de salto de esqui são considerados a distância alcançada e o estilo do salto. A prova consta do programa olímpico desde 1924 e sofreu algumas alterações no passar dos anos. A Noruega é a grande potência, com um total de 22 medalhas, 10 de ouro. É seguida de longe pela Finlândia, que soma 10 medalhas, 2 de ouro. A Alemanha Oriental, com 7 medalhas, 3 de ouro, encontra-se na terceira posição, embora tenha competido pela última vez em 1988. 

Países medalhistas

Ano
Ouro
Prata
Bronze
1924
NOR
NOR
NOR
1928
NOR
NOR
NOR
1932
NOR
NOR
NOR
1936
NOR
NOR
NOR
1948
FIN
FIN
SUE
1952
NOR
FIN
NOR
1956
NOR
SUE
POL
1960
ALE
NOR
SOV
1964
NOR
SOV
ALE
1968
ALE
SUI
RDA
1972
RDA
FIN
RDA
1976
RDA
ALE
RDA
1980
RDA
FIN
RDA
1984
NOR
FIN
FIN
1988
SUI
AUT
SOV
1992
FRA
FRA
AUT
1994
NOR
JAP
NOR
1998
NOR
FIN
RUS
2002
FIN
FIN
AUT
2006
ALE
AUT
NOR
2010
FRA
EUA
ITA

Quadro de medalhas

País
Total
Ouro
Prata
Bronze
NJO
Noruega
22
10
5
7
12
Finlândia
10
2
7
1
7
RDA
7
3
-
4
4
Alemanha
5
3
1
1
5
Áustria
4
-
2
2
4
França
3
2
1
-
2
URSS
3
-
1
2
3
Suíça
2
1
1
-
2
Suécia
2
-
1
1
2
EUA
1
-
1
-
1
Japão
1
-
1
-
1
Itália
1
-
-
1
1
Polônia
1
-
-
1
1
Rússia
1
-
-
1
1
TOTAL
63
21
21
21
21

Atletas medalhistas

Ano e local
Ouro
Prata
Bronze
1924 - Chamonix
 NOR Thorleif Haug
 NOR Thoralf Strømstad
 NOR Johan Grøttumsbråten 
1928 - St. Moritz
 NOR Johan Grøttumsbråten
 NOR Hans Vinjarengen 
 NOR Jon Snersrud
1932 - Lake Placid
 NOR Johan Grøttumsbråten
 NOR Ole Stenen
 NOR Hans Vinjarengen 
1936 - Garmisch-Partenkirchen
 NOR Oddbjørn Hagen
 NOR Olaf Hoffsbakken 
 NOR Sverre Brodahl 
1948 - St. Moritz
 FIN Heikki Hasu 
 FIN Martti Huhtala 
 SUE Sven Israelsson 
1952 - Oslo
 NOR Simon Slåttvik 
 FIN Heikki Hasu 
 NOR Sverre Stenersen 
1956 - Cortina d'Ampezzo
 NOR Sverre Stenersen 
 SUE Bengt Eriksson
 POL Franciszek Gąsienica Groń
1960 - Squaw Valley
 ALE Georg Thoma 
 NOR Tormod Knutsen 
 SOV Nikolay Gusakov 
1964 - Innsbruck
 NOR Tormod Knutsen 
 SOV Nikolay Kiselyov
 ALE Georg Thoma 
1968 - Grenoble
 ALE Franz Keller 
 SUI Alois Kälin 
 RDA Andreas Kunz
1972 - Sapporo
 RDA Ulrich Wehling
 FIN Rauno Miettinen 
 RDA Karl-Heinz Luck
1976 - Innsbruck
 RDA Ulrich Wehling 
 ALE Urban Hettich
 RDA Konrad Winkler
1980 - Lake Placid
 RDA Ulrich Wehling
 FIN Jouko Karjalainen
 RDA Konrad Winkler
1984 - Sarajevo
 NOR Tom Sandberg
 FIN Jouko Karjalainen
 FIN Jukka Ylipulli
1988 - Calgary
 SUI Hippolyt Kempf 
 AUT Klaus Sulzenbacher
 SOV Allar Levandi
1992 - Albertville
 FRA Fabrice Guy
 FRA Sylvain Guillaume
 AUT Klaus Sulzenbacher
1994 - Lillehammer
 NOR Fred Børre Lundberg
 JAP Takanori Kōno
 NOR Bjarte Engen Vik
1998 - Nagano
 NOR Bjarte Engen Vik
 FIN Samppa Lajunen
 RUS Valeri Stolyarov
2002 - Salt Lake City
 FIN Samppa Lajunen
 FIN Jaakko Tallus
 AUT Felix Gottwald
2006 - Torino
 ALE Georg Hettich
 AUT Felix Gottwald
 NOR Magnus H. Moan
2010 - Vancouver
 FRA Jason Lamy-Chappuis
 EUA Johnny Spillane
 ITA Alessandro Pittin

O alemão oriental Ulrich Wehling, tricampeão olímpico de 1972 a 1980, é o maior nome da prova e dificilmente será igualado. Wehling coleciona 3 medalhas de ouro. O segundo melhor desempenho na prova foi alcançado pelo norueguês Johan Gröttumsbraaten, campeão em 1928 e 1932 e medalha de bronze em 1924, com um total de 3 medalhas, 2 de ouro e 1 de bronze. Depois dos dois grandes competidores, seguem os finlandeses Heikki Hasu, campeão em 1948 e segundo colocado em 1952, e Samppa Lajunen, campeão em 2002 e medalhista de prata em 1998, e o norueguês Tormod Knutsen, campeão em 1964 e medalhista de prata em 1960.  

COMBINADO NÓRDICO - Histórico e Generalidades



O Combinado Nórdico é um esporte que combina a habilidade do Esqui de Salto com a resistência do Esqui de Fundo, ou seja, o competidor deve dominar a arte de saltar, voar com esquis, com o desafio de esquiar o mais rápido em solo. A primeira grande competição de Combinado Nórdico ocorreu na Noruega, em 1892, em Oslo, no Primeiro Festival de Esqui de Holmenkollen. A modalidade ingressou nos Jogos Olímpicos de Inverno já em 1924, com apenas uma prova, progredindo para o atual formato de 3 provas. Antigamente, até os anos 1950, a etapa de esqui de fundo era realizada antes da etapa de salto de esqui, mas a ordem foi invertida pois a diferença alcançada no esqui de fundo dificilmente era ultrapassada pela pontuação obtida no salto de esqui. O programa olímpico foi amplamente alterado em 2010 e as prova de velocidade e individual acabaram adquirindo outro formato. A prova antiga de velocidade era disputada com um salto na rampa grande e com mais 7.5 km de esqui de fundo. Já na prova individual, os competidores realizavam dois saltos na rampa normal e depois disputavam a prova de esqui de fundo, na distância de 15 km, sendo que uma diferença de um ponto para o líder equivalia a 4 segundos atrás na largada. O competidor que cruzasse a linha em primeiro lugar era o vencedor. Atualmente, as distâncias de esqui de fundo foram alteradas, sendo de 10 km para ambas as provas e a diferença entre elas está na rampa de salto, sendo numa prova utilizada a rampa normal e na outra a rampa maior. Na etapa de Salto, há dois critérios a serem considerados, sendo um relativo ao estilo do competidor e o outro à distância alcançada pelo mesmo. Da soma dos dois critérios surge a pontuação do competidor na etapa de salto. Com essa pontuação, utiliza-se o sistema Gundersen e se determina a posição de largada na etapa de esqui de fundo, sendo de 4 segundos de diferença por ponto alcançado na etapa de salto. Assim, se um competidor tem uma diferença de 2 pontos em relação a outro, largará 8 segundos à sua frente. No revezamento 4x5 km, a cada ponto de diferença o próximo competidor larga 1.33s atrás, sendo que 45 pontos resulta em 1 minuto de diferença. A Noruega é a grande potência dos Jogos Olímpicos, com um total de 26 medalhas, 11 de ouro. É seguida pela Finlândia, com 14 medalhas, 4 de ouro, e pela Áustria, 12 medalhas, 3 de ouro. Nos últimos anos, França e Estados Unidos tem conseguido resultados positivos. Os Estados Unidos obtiveram todas as suas 4 medalhas nos Jogos Olímpicos de 2010 em Vancouver, Canadá. 


sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

BIATLO - X - 2x6 km + 2x7.5 km



A prova de revezamento misto ingressará no programa olímpico na edição de Sochi, em 2014. É uma prova que vem ao encontro do COI em promover a igualdade entre os sexos. Nela, homens e mulheres competem juntos, sendo que cada equipe é formada por 2 mulheres e 2 homens. Cada mulher percorre 6 km enquanto cada homem percorre um total de 7.5 km. A largada ocorre de forma simultânea, ou seja, ao mesmo tempo, sendo iniciada pelas mulheres. A primeira competidora realiza suas paradas no estande de tiro nas marcas dos 2 km e dos 4 km, devendo realizar os 5 tiros mais os 3 reservas se não acertar os alvos, sendo primeiro na posição deitada e depois em pé. Na marca dos 6 km, ocorre a primeira troca e a segunda competidora toma o controle da prova, realizando suas paradas nas marcas dos 8 km e dos 10 km, seguindo o mesmo modelo da primeira competidora, 5 tiros mais 3 reservas primeiro na posição em pé, depois na deitada. Na marca dos 12 km ocorre a segunda troca, e os homens passam a competir. O primeiro biatleta realiza suas paradas nas marcas dos 14.5 km e dos 17 km, realizando 5 disparos, mais 3 reservas se necessário, sendo na primeira parada na posição deitada e na segunda na posição em pé. Na marca dos 19.5 km, ocorre a última troca de biatletas, e o segundo homem da equipe entra na prova. Realiza sua primeira parada na marca dos 22 km, executa 5 disparos com direito a mais 3 de reserva, na posição deitada. A seguir, continua esquiando até a marca dos 24.5 km, onde executa mais 5 disparos, com mais 3 de reserva, na posição em pé. Por fim, esquia mais 2.5 km rumo à linha de chegada. Cada erro no alvo além dos 3 dsiparos reservas resultam num acréscimo de 150m no percurso final. As provas de revezamento são interessantes porque ocorrem muitas alternâncias e a possibilidade de mais 3 tiros reservas também gera desgaste, pois a munição deve ser colocada uma a uma, e não de uma vez. Ao todo, ocorrem 8 paradas nos estandes de tiro.